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Remoção de tatuagens: tire suas dúvidas sobre o assunto

15 de maio de 2018 Equipe Find Compartilhar facebook Twitter

Quem tem paixão por tatuagens está sempre em busca do próximo desenho para mandar na pele, certo? Só que pensar sobre remoção não é lá muito agradável. Tanto que, quem ama a arte, mas ainda não arriscou a tattoo própria, costuma ficar com medo de se arrepender e ter que apagar o trabalho.

Mas, para começo de conversa, não há nada de errado em remover uma tatuagem. Ninguém faz um desenho, gasta dinheiro, tempo e energia em um projeto quase definitivo pensando em apagar a tattoo. Mas a demanda pode acontecer, e não precisa ser um drama.

Neste artigo, vamos tirar suas dúvidas sobre remoção de tatuagens. Se for esse seu caso, é hora de encarar a missão e fazer as melhores escolhas para um processo seguro e eficiente. Vamos começar?

Por que as pessoas optam pela remoção de tatuagens?

São variados os motivos que levam uma pessoa a querer retirar sua tatuagem, mas alguns são mais recorrentes. É normal que o símbolo ou desenho tatuado não mais represente a personalidade de quem tatuou e perca o sentido.

Outra situação é fazer uma tattoo em homenagem ao companheiro ou companheira e a relação acabar. Há também quem busque o serviço de remoção de tatuagens em áreas mais visíveis do corpo por conta do (infelizmente, ainda presente) preconceito no mercado de trabalho.

Como a remoção funciona?

Existem algumas técnicas de remoção de tatuagens disponíveis, mas a realmente eficaz e segura é feita com auxílio do laser. A técnica fragmenta os pigmentos do desenho em pedacinhos bem menores, que depois são eliminados pelo corpo.

Talvez você já tenha ouvido falar em técnicas de abrasão da pele por meio de um processo de lixar as camadas. Isso mesmo, lixar. Arrepiou só de pensar? E deveria! Além de ser extremamente violento, esse tipo de remoção causa cicatrizes feias e podem comprometer sua saúde.

Há também alguns cremes de remoção vendidos no mercado, mas que não cumprem o que prometem. Muitas vezes, eles tingem a pele tatuada, dobrando o trabalho para a retirada depois.

Dói muito para remover tatuagens?

Não vamos mentir: dói. Mas o processo de resfriamento do próprio laser pode ajudar a amenizar a dor, assim como cremes anestésicos ou compressas com gelo. Ou seja: o incômodo é suportável. 

Outra boa notícia é que as sessões costumam ser rápidas. Dependendo da extensão do desenho, uma sessão de remoção a laser pode durar de dois a 20 minutos.

Não vamos nem falar da dor provocada pela técnica de lixar a pele porque você já pode imaginar (e esperamos que você já tenha descartado essa opção).

O que levar em conta ao decidir fazer a remoção?

Considerando que a melhor opção para remoção de tatuagens é o laser, você deve procurar clínicas qualificadas, com boas referências e profissionais experientes. Assim como você procura o melhor tatuador para fazer o trabalho, vá atrás do melhor profissional para remoção.

Além disso, cada tipo de desenho, considerando cor do pigmento ou mesmo extensão, pede um tipo de laser diferente. O ideal é você conversar com os profissionais e estudar as melhores opções.

Nessa hora, assim como na hora de fazer a tatuagem, nada de economizar. Os preços variam muito, sendo que a sessão pode custar de R$ 500 a R$ 3 mil, a depender do tamanho do desenho e do comportamento da pele.

Quantas sessões são necessárias para remover a tatuagem?

Já quer saber quantas sessões são necessárias para já multiplicar pelo valor de cada uma? Sim, o resultado não vai ser barato. Isso porque são recomendadas de 10 a 15 sessões, com intervalos mínimos de um mês, mas tudo é relativo nesse caso.

Ou seja: é possível que a remoção de uma tatuagem demande mais idas à clínica e, assim, mais investimento. É respirar fundo, se planejar financeiramente e fazer tudo com calma, paciência e segurança.

A tatuagem vai ser inteiramente apagada?

Isso depende muito da tatuagem, dos cuidados na cicatrização e até mesmo de características da pele. Alguns aparelhos de laser conseguem remover as marcas por completo, mas sempre há chance de a remoção não ser total.

Dependendo do motivo que te levou a remover a tattoo, uma boa opção é recorrer a uma cobertura. Se o desenho antigo não tem mais a ver com você, é possível remover o máximo que o laser conseguir e depois trabalhar uma nova arte na área para cobrir a sombra.

Tem que lembrar, porém, que a pele não é feita para que pigmentos sejam colocados e retirados sucessivamente. Se optar por fazer uma nova tatuagem, pense bastante a respeito.

Algumas cores são mais fáceis de sair que outras?

Por incrível que pareça, as cores mais escuras desaparecem com mais facilidade, uma vez que o laser tem mais afinidade com esses pigmentos. Desenhos em preto, marrom, verde escuro, azul escuro e vermelho são removidos mais facilmente.

Os pigmentos laranja e amarelo são os mais persistentes e muitas vezes não somem completamente. Tons claros de azul e verde são removidos sem grandes problemas por alguns tipos de laser mais avançados.

Há áreas do corpo em que a remoção é mais difícil?

A região da tatuagem não interfere na remoção, e sim a profundidade da tinta na pele. Ou seja: não importa se a tattoo a ser retirada está nas costas, braços, pernas, e sim quão profundo está o pigmento.

Um exemplo: os desenhos feitos em técnicas artesanais e sem máquina, tipo poke tattoo, saem mais facilmente porque são mais superficiais.

Quanto mais velha a tatuagem, mais difícil de tirar?

Pelo contrário: as tatuagens antigas se desprendem do corpo com muito mais facilidade devido ao processo natural de perda de pigmentos. Por isso, a eficácia é maior. Os desenhos muito recentes são mais complicados, por isso, demandam mais sessões.

Para maximizar os resultados, é só cuidar direitinho da pele depois das sessões de remoção de tatuagens a laser, higienizando a área e passando as pomadas corretamente, cuidando da alimentação e não se expondo ao sol em hipótese alguma. Os cuidados são até mesmo semelhantes aos do pós-tattoo.

E aí, você tem um amigo ou amiga que não vê a hora de remover uma tatuagem, mas não sabe nem por onde começar? Que tal compartilhar este artigo nas suas redes sociais para dar uma mão?