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Arte do Grafite: conheça tudo sobre essa arte urbana

28 de janeiro de 2021 Equipe Find Compartilhar facebook Twitter

Quando falamos sobre a expressão artística do grafite imaginamos que seja um movimento mega recente, mas existem relatos de intervenções públicas feitas lá no Império Romano. Além disso, por muitos anos a arte do grafite foi vista como contravenção. Atualmente, está configurado no meio das artes visuais, especialmente na arte urbana, sendo uma intervenção artística nos muros da cidade.

O que é arte urbana

O conceito de arte urbana está diretamente ligado à contravenção. É um tipo de expressão artística que propõe ocupar o espaço urbano e trazer a arte para o dia a dia da cidade. Esse pensamento vem como quebra de barreiras sobre onde a arte pode estar e afirma que a arte não está restrita ao cinema, teatro, biblioteca ou museu.

O grafite não é a única arte urbana. Alguns exemplos de arte urbana são: teatro de rua, pintura de mural, estêncil, intervenções urbanas e muito mais. 

Arte urbana grafite

O Grafite contemporâneo surgiu nos meados dos anos 70 lá em Nova York, nos Estados Unidos – mais precisamente no bairro Bronx. O grafite por si só é uma intervenção urbana que possui uma crítica social.

O  grafite está relacionado com o movimento Hip-Hop, iniciado nos anos 70 também, e envolve três movimentos artísticos: música, que é o Rap; a dança, representada pelo Break dance, e por último, mas não menos importante, a pintura, que é o Grafite.

Dessa forma, o grafite, é um movimento advindo das artes plásticas. É uma intervenção direta na cidade. Aproveitando espaços públicos.

A princípio a palavra grafite vem do italiano graffito – plural graffite, traduzido como escrita em carvão!

Características do grafite

O grafite se caracteriza por ser uma expressão gráfica feita em locais da cidade. É muito comum ver grafites em prédios e viadutos e geralmente estão situados em partes da cidade onde há muita circulação de pessoas e diversidade cultural. 

O material mais comum para criação do grafite é a tinta spray, mas é possível criar grafite com os mais diversos materiais, chegando até ao latex, por exemplo.

O grafite pode ser dividido em dois grupos principais:

  • spray art – o desenho com spray de forma livre;
  • stencil art – feito a partir do preenchimento de um cartão com formas recortadas em que o artista utiliza tinta spray para dar vida ao desenho.

Diferença entre grafite e pichação

Existem duas formas de responder a essa pergunta. Por um lado, existe sim uma diferença entre o grafite e a pichação, mas por outro não. 

Quando avaliamos o aspecto mais técnico da arte do grafite e da pichação, vemos que existe uma diferença. O grafite se expressa através de desenhos, formas, pessoas e personagens. Já a pichação não é feita com desenhos e sim com texto. São geralmente feitas por tipografias próprias e mensagens impactantes. 

Mas é muito comum dizer que pichação é vandalismo e grafite é arte. No entanto, essa diferença não existe. Tanto o grafite quanto o picho são expressões artísticas que tem um forte cunho político. Muitas vezes os dois são feitos sem autorização e em forma de protesto.

Por ter uma aparência mais fácil de ser compreendida, a arte do grafite acabou saindo da marginalidade e se tornando algo mais aceito pelo senso comum. Enquanto isso, a visão sobre o grafite continua regada de preconceito.

Arte do Grafite brasileiro

O grafite surgiu no Brasil na década de 1970 como forma de protesto contra o regime militar que estava em vigor no país na época. Com o passar do tempo essa forma de expressão artística foi espalhando para outros estados e hoje o grafite é muito difundido no país. 

Grafiteiros do Brasil para conhecer

Os gêmeos

arte do grafite pelas mãos dos Gêmeos em Vancouver

Os irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo saíram de São Paulo para ganhar as paredes do mundo e hoje são reconhecidos mundialmente por seus grafites. São os representantes desse tipo de expressão artística mais famosos por aqui.

Kobra

arte do grafite pelas mãos do Kobra em Nova York

Paulistano, Eduardo Kobra ficou famoso por seu mural “O Beijo”, produzido em junho de 2012, em Manhattan. O artista faz obras que parecem saídas de um caleidoscópio e conseguem chamar a atenção até do cidadão mais distraído. 

Cranio

 Crânio fazendo a arte do grafite em um muro

Esse artista paulista escolheu criar seus grafites com índios como protagonistas. Ele utiliza de humor e crítica social para criar belos murais pela cidade. Seu trabalho já foi exposto em países como França, Barcelona, Amsterdã e EUA.

Kakaw, grafiteira de Belo Horizonte

Kakaw mostrando a arte do grafite em um muro

Batemos um papo com Kawany Tamoyo! Kakaw, como é conhecida, é artista urbana e designer. Sua pesquisa é uma mistura entre as raízes indígenas e o urbano, criando imagens em suportes diversos, subvertendo padrões sobre o feminino e os povos indígenas.

Kakaw, considera que o grafite é por si só a arte visual mais democrática! Pois ela está nas ruas, nos muros: independente do seu bairro/rua, você verá uma intervenção artística! Ela ressalta que o grafite independe de galerias de arte, o que o torna acessível a qualquer pessoa.

Para ela, o grafite recria ambientes e conta novas histórias. Afirma que, por muitas vezes, o  grafite modifica a identidade de um determinado local – rua, bairro, beco -, alterando a percepção de moradores, visitantes e curiosos.

Kakaw revela que a arte assume grande parte de sua vida: “A arte me inspira em geral, desde um livro, um filme, uma música. Não só produzindo, eu consumo arte, eu vivo e respiro isso o tempo todo.”

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